Brasileira desenvolve nova impressora 3D



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A falta de tempo foi o principal motivo para a designer brasileira, Luiza Silva, criar uma impressora 3D de comida. Com codinome de Atomium, o produto usa identificação biométrica para reconhecer o perfil do usuário e acessar seus dados pessoais, tais como o exame médico e atividades diárias, se ele faz exercícios ou é sedentário, e que podem influenciar o equilíbrio nutricional da pessoa.
Se a ideia parece saída de um filme de ficção, seu objetivo não é novo: comer bem, e de forma prazerosa. Não por acaso, o Atomium “imprime” alimentos considerando o sabor e a forma que mais agradam ao usuário, e escolhe os ingredientes mais nutritivos para cada refeição.
O tamanho do Atomium seria mais ou menos o de uma torradeira. Luiza também pensou na segurança, e por isso seu funcionamento seria muito simples: o usuário diria em voz alta aquilo que gostaria de comer. A impressora, então, mostraria um primeiro rascunho da refeição. Dado o “sim” do usuário, o produto então prepara a refeição com base nas informações mostradas. Ele também pode identificar ordens visuais ou sonoras. Para produzir o alimento, seria necessário colocar uma espécie de “cápsula” dentro do Atomium. Nela estariam contidas as informações nutricionais para a impressão do alimento.
A pesquisa para compôr o painel nutricional do Atomium foi intensa, e a designer descobriu que todos os alimentos são compostos de 20 tipos, que vão da proteína, ao potássio e zinco. Assim, o preparo seria feito baseado nesses tipos.
Segundo Luiza, a ideia nasceu de uma previsão pessimista sobre o futuro das famílias. “Eu identifiquei um problema com as famílias, delas não serem capazes de encontrar espaço para atividades pessoais.” A designer imagina que o trabalho vai consumir a vida dos pais, e por isso seus filhos podem não ter um acompanhamento adequado para aprender a se alimentar.
De acordo com o conceito do projeto, o objetivo é trazer mais interação entre a família na hora das refeições, já que a facilidade em prepará-las e a satisfação em comer aquilo que você mais gosta, faz a cozinha ser um ambiente convidativo para todo mundo.
A designer já experimenta o sabor de sua invenção. “Eu posso imaginar voltar para casa depois do trabalho e indo para a cozinha, onde eu iria encontrar Atomium e ter acesso a informações sobre o alimento que foi preparado hoje. Ele me permitiria ver o que meu filho criou e comeu, incluindo o sabor, valor nutricional e a forma. Durante a semana eu provavelmente prepararia comida para a família sozinha, mas no fim de semana, criar refeições saudáveis e criativas com a família no Atomium ia ser bem divertido”.
Para se chegar a versão final do que antes era apenas uma ideia maluca, Luiza fez pesquisas com 40 crianças (entre 5 e 10 anos) em duas escola no Brasil. “Eu queria saber sobre o que eles pensavam sobre o futuro de cozinhar”, conta a designer. A reação delas foi o ingrediente que faltava.
Dividas em grupos, elas foram submetidas a um teste simples: comer um sanduíche. o grupo que comeu um sanduíche em forma de carrinhos, e bonecas não se importou por nele conter verduras, por exemplo, a inimiga mortal de qualquer criança. “As crianças são motivadas a comer quando a comida e o contexto da refeição são brincalhões. Eles pararam de pensar em como eles não gostavam de frutas e verduras, mesmo quando nunca tinha experimentado isso antes”, concluiu Luiza. As crianças também responderam que no futuro, acham que tudo será feito por controle remoto.
A paixão pelo design de Luiza a fez enxergar um futuro mais virtual, mas nem por isso artificial, porque a base de sua inovação é bastante atual. “O Atomium transforma o processo de refeição em seu real significado: preservar a integração da família”.
O projeto “bom de prato” é semifinalista do Electrolux Design Lab.
Créditos: G1

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